sábado, 14 de março de 2009

Mais uma de antologia...

O cliente: «Tem algum livro bom para um jovem?»

O livreiro: «Sexta-feira ou a Vida Selvagem...»

O cliente: «Não... esses dois já leu...»

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Eu fui!

domingo, 7 de setembro de 2008

Bondage

Procurem no youtube. Brilhante!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Esta tem de estar na blogosfera...

Parece que se passou desta maneira:

O cliente: Tem o livro "Viagens na Minha Terra"?

A "livreira": Desculpe, mas eu não sei qual é a sua Terra...

domingo, 13 de julho de 2008

Biblioteca de Alexandrino

O Segredo de Alexandra Solnado.

domingo, 1 de junho de 2008

coisas bonitas #3

O Tor visto através do Holy Thorn (Glastonbury - 2005)
[Clicar na imagem para aumentar]

terça-feira, 27 de maio de 2008

coisas bonitas #2

2002 - 2008
R.I.P.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

coisas bonitas #1

segunda-feira, 19 de maio de 2008

RB

Parabéns, Querido Irmão mais velho!
Estarás para sempre no meu coração, e nunca será demais dizer: Obrigado!
E fica descançado; a tua obra perdurará.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Língua Portuguesa - a minha versão

Vai o João Aguiar,
enquanto o Manuel António Pina.

e...

Ainda o Pedro Mexia,
já o Cesário Verde ficava.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Língua Portuguesa

Se o Mário Mata,
a Florbela Espanca,
o Jaime Gama
e o Jorge Palma,
o que é que a Rosa Lobato Faria?

E, já agora:
Talvez a Zita Seabra para o António Peres Metello...

(recebido por e-mail)

sábado, 26 de abril de 2008

26 de Abril

Há aqueles a quem se chama os do 24 de Abril; saudosistas, conservadores, moralistas, tacanhos e outros amanhos.
Depois, há os do 25 de Abril que, ano após ano, relembram a revolução, a dos cravos, onde não se derramou sangue, onde se ganhou a liberdade e caiu o fascismo. Tudo verdades, mas não basta repetir estes e outros chavões…
Assim, deveria haver os do 26 de Abril, aqueles que estão descontentes com o Portugal de hoje, que não se resignam e que não dizem «mas antes do 25 de Abril ainda era pior…».
Eu nada sei do tempo antes do 25 de Abril; não o vivi. Apenas conheço este tempo. E, neste tempo, considero que se poderia viver muito melhor se procurássemos a solidariedade e combatêssemos o egoísmo; se procurássemos viver seguindo os mais nobres ideais e combatêssemos a corrupção e a perfídia; se procurássemos a Paz e combatêssemos o ódio; se procurássemos entender as diferenças e combatêssemos a intolerância; se procurássemos conhecer o passado (sem criar amarras), para melhor prepararmos o futuro. Um futuro onde o pessimismo, o comodismo, a letargia, o sentimento de pequenez e de inferioridade deixem de existir. Um futuro onde exista abundância, igualdade, animismo, alegria e Paz. Esse futuro poderá começar hoje mesmo, no dia 26 de Abril.
Está nas nossas mãos.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Sopinha de Letras

Quem terá sido a alma que ofereceu um Dicionário de Sinónimos a este fulano?...
Abriu a Caixa de Pandora, foi o que foi.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Nem 3 nem 4

Achei piada a isto.

United Future Organisation - The Planet Plan

Caro Pedro e caro Sérgio,
Penso que já falei a ambos dos UFO e penso que ambos desconhecem esta banda ou duo peculiar, que junta um francês e um japonês e que tem músicas em inglês, francês e em... português (com sotaque brasileiro, é claro).
Dos cinco álbuns, tenho três, daqueles mesmo adquiridos nas lojas, uma raridade. Vou levar para pôr a tocar lá em Champ d'Ouri.

domingo, 6 de abril de 2008

Subsídios para a Compreensão do Vocabulário Custodiano #1

A avó Custódia, bisavó da minha filhota por parte da mãe e minha avó por afinidade, é dona de um vocabulário único e muitas vezes de difícil compreensão...
Assim, decidi lançar-me ao árduo (mas absolutamente necessário) trabalho, a que se pode chamar de "Subsídios para a Compreensão do Vocabulário Custodiano".

Estabilizar - quer dizer, efectivamente, destabilizar...
Gargalhar - Angariar
Exemplo de aplicação na frase: «ela estabiliza muito o teu tio João, e ele precisa de gargalhar clientes...»

terça-feira, 1 de abril de 2008

Tomar

Parece que este Sábado vou estar em Tomar, para o lançamento do livro "Usos e Cerimónias da Nossa Ordem de Cristo", editado pela Zéfiro, claro.
Vale sempre a pena ir a Tomar, seja qual for o pretexto!
Mas, neste caso, os pretextos (sim, são vários) são sobejamente positivos: a viagem é curta e tranquila; o livro parece-me boníssimo; os oradores, entre os quais se destaca José Medeiros, também me parecem bem; a companhia, essa, será excelente, como sempre…
Eu, que não gosto de criar expectativas de qualquer espécie, adivinho um dia bem passado.

Queres ir?

sábado, 8 de março de 2008

Sinais dos Tempos

Enquanto eu aspirava insanamente a casa, quartos, sala, etc., a minha companheira arranjava-se, banho, maquilhagem, roupa catita, para ir assistir à Moda Lisboa.
Vivó Dia Internacional da Mulher!

quinta-feira, 6 de março de 2008

Idiotice

O cliente: «Não tem uma revista de arquitectura com um artigo sobre o Oscar Niemeyer, que é um arquitecto muito velhinho?...»
Tentando manter ao máximo a compostura, só consegui responder que «não é preciso saber muito sobre arquitectura para saber quem é o Niemeyer».
Mas queria ter solicitado ao estimado cliente que definisse "muito velhinho"; se a partir dos 90 anos já é muito velhinho ou se é só a partir dos 100... Assim, talvez fosse mais fácil saber qual a revista que procurava, uma vez que dispomos as revistas na estante pela idade da pessoa que está na capa, como é óbvio; e a barreira entre o velhinho e o muito velhinho é sempre ténue.
Valha-me Nossa Senhora d'Agrela, que não há santa como ela!

quarta-feira, 5 de março de 2008

Os livreiros também se enganam (e não é pouco)

Não quero criar uma nova secção aqui no Azul Profundo; mas teria muito material para posts.
Ouvi esta pérola da boca de um colega, que consultava avidamente o computador: «O último livro dessa autora até é para crianças, "Sol e Lua de Mãos Dadas"...»
Pobre e coitada Maria José Costa Félix. E pobre e coitado cliente; mais um mal atendido. A profissão de livreiro está pelas ruas da amargura.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Sétimo(a)

Com tantos livros a inundar o mercado editorial, a um ritmo absolutamente frenético, por vezes não é fácil decidirmos qual a próxima obra a merecer a nossa atenção. Assim sendo, decidi resolver esta situação de uma forma que me parece absolutamente eficaz: vou ler todos os livros que encontrar que comecem pela palavra Sétimo ou Sétima e calculo que tenha leitura para, pelo menos, seis meses. Um descanso. Assim, vou começar pel’A Sétima Onda, de J. Rentes de Carvalho (nome curioso), editado pela Estampa. A seguir, A Sétima Porta, de Richard Zimler, Oceanos. Depois, A Sétima Sombra, do grande Dick Haskins, seguido do não menos grande João Aguiar com O Sétimo Herói, ambos da Asa. Da Paulina Chiziane, vou ler O Sétimo Juramento, editado pela Caminho, ao que se seguirá O Sétimo Papiro, de Wilbur Smith, da Ulisseia. O Irving Wallace também merecerá a minha atenção, com O Sétimo Segredo, Livros do Brasil. Logo a seguir volto aos autores portugueses com O Sétimo Selo, José Rodrigues dos Santos, Gradiva e O Sétimo Véu da Rosa Lobato Faria, Asa. Da Francisca Solar, lerei O Sétimo M, editado pela Guimarães. Caryl Churchil é a senhora que se segue, com O Sétimo Céu, Campo das Letras. Para finalizar, em grande estilo e que me permitirá conhecer algumas adolescentes nos transportes públicos, darei atenção a essa obra central da literatura nacional, O Sétimo Livro do Diário de Sofia, de Sofia Afonso, Editorial Presença.

Se alguém conhecer livros com esta peculiar característica, faça o favor de me avisar. Agradeço.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Malagueta

Temperos picantes directamente do Brasil, em forma de revista de divulgação literária on-line, com 2 textos do Sérgio e 1 meu. Aqui.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Férias

O sabor das férias e de um dia passado com a filha... inigualável. Como diz o outro: até já!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Sem tempo para actualizações

Sou um homem desactualizado. Ou talvez seja só o blogue não sei...
Acabei de ler o Regicídio há já algum tempo – um óptimo livro – e estou a ler A Morte de Ivan Iliitch de Lev Tolstoi, leitura que muito aprazimento me tem trazido. Mas ainda não consegui arranjar cinco minutos para actualizar o blogue... bolas.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Diferentes perspectivas

Uma coisa é ler os livros outra coisa é carregar com eles.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Listas

Não se ainda vou a tempo, mas também gostava de entrar na onda das listas anuais.

Na segunda metade do ano transacto, incentivado pelos novos colegas de trabalho – um deles (infelizmente) já não o é, o outro continua a ser o meu chefe –, (re)lancei-me na leitura de ficção e deixei um pouco de lado os costumeiros ensaios históricos, que ainda constituem o meu género de eleição.
Assim, optei por ler uma série de bons romances, mas nenhum saído em 2007. Contudo, gostaria de deixar, aqui, a lista dos cinco que mais estiveram a meu gosto:

1 – Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde de Mário de Carvalho
2 – O Estrangeiro de Albert Camus
3 – Longe de Manaus de Francisco José Viegas
4 – Crónica de uma Morte Anunciada de Gabriel García Márquez
5 – O Senhor Valéry de Gonçalo M. Tavares

Sendo uma lista de romances (ou ficção), ficou excluído o melhor livro que li em 2007, este saído, efectivamente, em 2007 – Boca do Inferno de Ricardo Araújo Pereira. Foi o livro que melhor me dispôs, não só pelo (muitíssimo bom) humor que o atravessa, mas também pela impecável qualidade da escrita, ao nível dos melhores.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Por Tua Gruta Pessoal

Por sugestão do Sérgio decidi dar destaque ao anagrama que encontrei para o maior anagramatista da blogosfera e arredores. Envio o meu abraço ao Rogério Casanova, que leio amiúde e comprazeiramente.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Menos preguiça

Ontem estava com preguiça, hoje também, mas menos. Como tal, vou aproveitar esta oportunidade (rara) para escrever sobre a situação curiosa que é a aceitação, mais ou menos generalizada, da nova lei do tabaco. De facto, não esperava que a referida lei fosse aceite desta forma. Isto porque estamos num país onde nem sempre as leis “pegam”. Mas esta pegou. Para mim, foi óptimo, pois não sou fumador. Diga-se que o fumo do tabaco nunca me incomodou especialmente, mas assim está-se melhor. Por outro lado, sinto alguma solidariedade para com os meus amigos fumadores. Mas é uma dose homeopática de solidariedade, é pequena, muito pequena. Até porque a atitude mais inteligente é, sem dúvida, não fumar. Contudo, para algumas pessoas, que conseguem regrar minimamente o vício, fumar é quase - ou é mesmo - uma terapia. Mas o que ainda é mais curioso é este episódio anedótico que tive a oportunidade de visualizar no noticiário matinal: um recluso, alguém que cometeu uma ilegalidade e que agora está preso, brindou-nos com esta pérola: «é uma regra que impuseram e temos de a respeitar». Pena que esta sensatez não tenha chegado mais cedo à vida deste pobre coitado!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Preguiça

Devia deixar aqui um post sobre a proibição de fumar em locais públicos ou sobre as eleições nos EUA ou ainda sobre o cancelamento do Lisboa-Dakar, mas não me apetece.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Pais do Amaral compra D. Quixote

Esta notícia só deixará feliz quem ainda não viu os novos livros da Asa impressos nas gráficas da Texto Editores, em particular A Lição de Tango da Sveva Casati Modignani. Para além do conteúdo ser já de teor duvidoso, a apresentação está, para fazer uso de um termo técnico utilizado no mundo editorial e livreiro, uma grandessíssima merda.
Com esta aglutinação de várias editoras sob uma mesma alçada (com esta, já vão seis), quem perde é o mundo editorial e, consequentemente, o leitor.
Apetece-me gritar bem alto: viva a diversidade, abaixo a uniformidade! Mas, pelo adiantado da hora, tenho receio de acordar alguém!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

A melhor do Natal

«Tem algum livro sobre a história da cerejeira?... Parece que veio do Japão, não é?...»

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Aumento do Tabaco

Parece que o tabaco vai aumentar 30 cêntimos. Isto são óptimas notícias e eu vou fazer o óbvio, que é - sim já adivinharam - começar a fumar.
De facto, não sou fumador, mas sou alguém que aprecia os luxos e, com este novo aumento do tabaco, fumar já não está ao alcance de qualquer um. Vai ser um vício de luxo, elitista; e é isto mesmo que eu sou: um elitista daqueles bons, que aprecia os luxos. Gosto de roupas caras, de carros exclusivos, de canetas MontBlanc e só me vai ficar bem começar a fumar. Só ainda não decidi a marca, mas estou inclinado para o Davidoff Classic. Deve ser caríssimo!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Em que acreditam os Druidas?

Philip Carr-Gomm
Dom Quixote

Depois de ler vários romances, essencialmente sul-americanos, mas sobre os quais não me apeteceu escrever para o blogue, peguei num pequeno ensaio intitulado Em que acreditam os Druidas?, escrito por Philip Carr-Gomm. Em tempos fiz o contrário, i.e., intervalava com um romance a minha leitura (mais ou menos compulsiva) de ensaios.
Romance ou ensaio?... A velha questão.
Para mim será sempre mais fácil falar sobre um ensaio do que sobre um romance. Um romance transporta-nos para o abstracto, para o mundo das emoções, enquanto que o ensaio aponta ao concreto, ao manifesto, o que facilita a recensão crítica.
Até mesmo este Em que acreditam os Druidas?, com tudo o que representa falar sobre druidismo, toda a subjectividade e até uma certa dose de crença que lhe é inerente, não deixa de ser concreto, real, especialmente quando Philip nos remete para o revivalismo druídico. Este começou a tomar forma nos séculos XVIII e XIX e, sobre o qual, existem evidências efectivas. Quando ao druidismo primitivo, desse já é bem mais difícil falar, pois os dados que existem são vagos e bem menos palpáveis.
No entanto, como nos recorda o autor, o druidismo não é estático, não é rígido e não se cinge a dogmas. Como tal, é dinâmico e ajusta-se aos tempos. Ajustou-se também aos novos tempos e, após os esforços de algumas personalidades do século XX, entre as quais se destaca Ross Nichols, é hoje um movimento actual e que vem ao encontro dos interesses de um crescente número de pessoas que procura uma comunhão verdadeira com a Natureza, com a Mãe-Terra.
Para além do interesse que tenho por esta temática, optei por este livro, e não por outro, pois tive o ensejo de ter conhecido o autor numa viagem que fiz ao Sudeste de Inglaterra. Ainda que as palavras que nos tenha dirigido não tenham sido muito mais do que «então e de Portugal, quantos vieram?», ao que nós respondemos «somos oito», percebi, pelos acontecimentos que sobrevieram, tratar-se de um homem dedicado, atencioso e bem-falante.
Quando o autor, a páginas tantas, nos refere os eventos que costumam ocorrer em Glastonbury e Stonehenge, não pude deixar de pensar, um pouco egoisticamente, diga-se, «eu já lá estive e sei do que estás a falar!»...

Publicado inicialmente no Arte de Ler.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Locais de Eleição #2

Vou a Tomar algumas vezes por ano e tenho por esta cidade um especial carinho, o suficiente para em Junho de 2005 ter chegado à versão Ne Varietur do texto que se segue (reparem que ao usar o Latim, dei logo outro brilho a esta epígrafe, apesar de ter usado a palavra "carinho").

Tomar é uma cidade sagrada, tal como Roma ou Lisboa. Sabemos que a condição para receber tal distinção prende-se com a associação a sete colinas – em Tomar temos a Mata dos Sete Montes –, assim como a associação a um rio, cujo nome seja composto por cinco letras: no caso de Roma temos o Tibre; em Lisboa, o Tagus; e em Tomar, o Nabão.
O magnífico Castelo desta cidade, fundado em 1160 por Gualdim Pais, é o paradigma das obras templárias em Portugal e representativo da mais avançada arquitectura militar da época. Protegidas pelas muralhas, aqui viveram as primeiras gentes de Tomar. A Alcáçova, com a torre de menagem, foi construída a Oriente; a igreja templária octogonal, lugar místico por excelência, foi construída a Ocidente. Conhecida por Charola, de traça românica, remete ao Santo Sepulcro de Jerusalém e foi mais tarde ampliada, para albergar a Ordem de Cristo. Esta surge em 1319 após a dissolução da Ordem do Templo, por bula papal em 1317, e não é mais do que a sobrevivência da mesma, que assim pôde dar continuidade à sua Sagrada missão.
Na cidade encontramos outros exemplos da arquitectura templária, entre os quais destacamos, como não podia deixar de ser, a Igreja de Santa Maria do Olival (igualmente conhecida como “dos Olivais”). Este belíssimo templo, cuja construção é também atribuída ao quarto Mestre Provincial da Ordem Templária em Portugal, o já referido Gualdim Pais, terá sido o primeiro panteão destes Nobres Cavaleiros, e viria a tornar-se na Igreja Matriz dos Descobrimentos portugueses. A austeridade e o despojamento nesta igreja são evidentes, símbolos de que a riqueza deve ser, acima de tudo, interior.
Situada em plena Praça da República, onde podemos encontrar uma imponente estátua de Gualdim Pais, encontra-se outra igreja que não dispensa a visita. Este templo do Séc. XV, consagrado a São João Baptista, está ornamentado com diversos quadros, dos quais se destacam aqueles atribuídos ao Mestre Gregório Lopes. É também nesta igreja que se encontra uma tábua que tem pintados um Judeu, um Muçulmano e um Cristão assessorando o Guardião do Graal...
A Sinagoga, situada na antiga Rua Nova (hoje Rua Dr. Joaquim Jacinto), cuja data de construção se fixou em 1430, é o melhor destes edifícios existentes em Portugal e é fundamental para o estudo da presença judaica, não só em Tomar, mas também a nível nacional.
Finalmente, cabe-nos referir a Mata dos Sete Montes, apesar de existirem ainda muitos outros locais de interesse na cidade. Este parque, confinado entre quatro colinas de relevo acentuado, terá sido palco de conclaves iniciáticos, perpetrados pelos Irmãos do Templo, que aproveitaram, destes locais idílicos, a carga dramática essencial para os seus trabalhos.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Generalizando a partir do particular

Li A Revoada e a Crónica de uma Morte Anunciada e concluo que o tema central de toda a obra de García Marquéz é a Morte...

Ano Pessoal do "Estado Novo"

Este ano tive 6 dias de férias!...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

A melhor do dia

...«saiu agora uma trilogia com quatro livros»...

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

A Árvore que se libertou da Maçã

(Série Criative-se - quase em jeito de conto infantil)

Foi, em tempos, uma semente. Envolveu-a a escuridão e a humidade nutriu-a. Decompôs-se e começou por criar pequenas, mas fortes raízes. Quando se sentiu com força, rompeu a terra em direcção à luz. Sentiu, com volúpia, os primeiros raios de Sol, e quis abraçar para sempre aquela sensação. Por isso, cresceu, juntou forças e cresceu um pouco mais. A paciência, muita. Era apenas um pequeno galho de onde brotou uma folha, depois outra e ainda outra, depois muitas. O galho ganhou impulso, energia, gozo e satisfação por crescer e cumprir a sua missão. A paciência, muita.
Passado o tempo que teve de passar, aquele galho virou tronco. Um tronco forte e robusto, capaz de suportar o peso de outros galhos, ramos e folhas.
E, naquela manhã luminosa, fresca, mas solarenga, formou-se a primeira maçã. Pequena, rija e verde. Foi crescendo e amadurecendo e foi colhida. Com ela, muitas outras e a árvore sentiu-se feliz. Frutos do seu esforço serviam agora para alimentar bocas sedentas de sabores frescos e delicados, como são os das maçãs. E a árvore sentiu-se feliz.
Mas houve uma pequena maçã que não foi colhida. Com o tempo, libertou-se da árvore e caiu, redonda, no chão. Rebolou um pouco e acabou por partir-se em dois pedaços. A árvore ficou triste por ver assim um fruto seu. A árvore, no entanto, rapidamente esqueceu este episódio, para o relembrar apenas quando viu despontar um pequeno galho, ali bem perto. Nesse momento recordou, recordou o dia em que também ela se libertou da maçã.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Natal dos pequeninos

- Pai - filha a apontar para a montra com um presépio -, este é o menino Jesus, este é o S. José e estes são os Três Reis Magros...

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Pedro Páramo de Juan Rulfo

«Uma das melhores novelas das literaturas da língua hispânica e provavelmente da literatura universal.»
Jorge Luís Borges

«Pura criação, dessas que fazem que perca o fôlego como se o ar estivesse envenenado(sic).»
Hélia Correia

«Um monumento da história da literatura.»
António Manuel Venda, Magazine Artes

«O fascínio e o vigor das palavras enganadoramente simples.»
Helena Marques

«Pedro Páramo é uma peregrinação da alma em pena.»
Octávio Paz

«Uma obra fundamental do século XX. Há qualquer coisa de sublime em Pedro Páramo
Raquel Ribeiro, Público

«Já há muito tempo que não me sentia tão ignorante.»
Luís Carlos Silva, Azul Profundo

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Locais de Eleição #1

Hoje fui àquele que se pressupõe ser o primitivo santuário do deus Endovélico, o sítio da Rocha da Mina. A foto que se apresenta não foi tirada hoje, mas sim há cerca de 7 anos, da primeira vez que ali fui. Nada sabia sobre Endovélico na altura e hoje pouco mais sei. No entanto, é sempre com alegria que regresso a este local que apenas tem para oferecer a sua paz e a sua energia. Uma paz que nos acalma e uma energia que nos regenera. É algo que não se explica, sente-se.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Mais uma corrente? Porque não?

Agora complica-se um pouco mais.
O objectivo é, da biblioteca particular, escolher 5 livros que sejam caricatos, peculiares ou curiosos (que no fundo é tudo a mesma coisa), mas que nos digam algo, que sejam de certa forma especiais e, depois, partilhar com a blogosfera.
Eu escolhi:

LUSITERNOS

Poema Épico
Comemorativo do oitavo centenário da Tomada de Lisboa Capital do Império
de Cypriano Santana
Composto na Tipografia Alfa em Junho de 1947
Notas: Um pequeno livro com 60 páginas composto por 25 poemas e que acaba com a indicação de que é o fim do primeiro volume. Desconheço a existência de outros volumes. Se alguém souber...

Amadis de Gaula

Selecção, tradução, argumento e prefácio de Rodrigues Lapa
2ª Edição
da Colecção Textos Literários
Composto e Impresso na Gráfica Lisbonense em 1941
Notas: Uma singela edição deste clássico da literatura cavaleiresca.

Namorando o Amanhã

de Agostinho da Silva
1ª Edição
Editado pela Cooperativa de Animação Cultural de Alhos Vedros em 1996
Notas: Um livro que é o resultado de uma conferência proferida em 1989 e que resume muitíssimo bem o pensamento desconcertante do Mestre Agostinho da Silva. Uma pérola descoberta na Livraria Barata da Avenida de Roma.

O Processo dos Templários

de A. Vieira d'Areia
Nº1 da Colecção Enigmas da História
Editado pela Civilização Editora, sem data, mas com assinatura do 1º dono de 19 de Fevereiro de 1953
Notas: Este é só para chatear os entendidos. Um livro que já não é nada fácil de encontrar, mas referido vezes sem conta pelos estudiosos desta temática que já fez correr rios de tinta.

Armorial Lusitano

Genealogia e Heráldica
Editorial Enciclopédia, Lda
Lisboa, 1961
Notas: Sempre quis ter uma cópia! Podia estar em melhor estado de conservação, mas foi o que se conseguiu arranjar.

Podiam ter sido outros, mas foram estes!

Passo, então, o desafio ao Sérgio Lavos, ao Pedro Vieira, ao Casanova, ao Zé Mário Silva e ao FJV. (Metade desta malta não vê este blog, mas fica a intenção)

P.S.: As imagens são dispensáveis.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

O casamento de Pepe e Lupe

(Série Criative-se)

O casamento de Pepe e Lupe ficaria na memória de todos, por muitos e muitos anos. E mesmo aqueles que não tendo estado presentes, por tantas vezes terem ouvido contar os episódios caricatos que aí ocorreram, foi como também eles tivessem assistido em primeira-mão ao casamento de Pepe e Lupe.
E, assim, a memória de um casamento peculiar, único, irrepetível, perdurou e manteve-se viva muitos anos depois de Pepe e Lupe terem falecido.
O calor húmido, a terra que os convidados pisavam ao dançar e da qual se levantavam partículas de pó tão espessas que se podiam trincar, nada demovia quem quer que fosse e a farra durou três dias e três noites.
A comida que sempre escasseava, abundou e tinha o sabor da alegria e do amor que uniam Pepe e Lupe e que se estendiam aos seus amigos que muito os apreciavam.
Os Mariachis tocaram até os dedos sangrarem e até depois disso.
Ninguém percebia muito bem a razão de toda aquela alegria. Pepe e Lupe eram apenas dois simples aldeões que levavam uma vida pacata, que tiveram um namoro normal e que seguiu as regras há muito estabelecidas: distância, cordialidade, respeito e aceitação do conchavo paterno.
Mas talvez fosse essa alegria, a alegria das coisas normais, a alegria das coisas vulgares que a todos invadiu naqueles três dias e naquelas três noites, em que o ritmo do tempo abrandou e em que houve um lampejo da eternidade.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Sansão (único)

Fui hoje cortar o cabelo. Lembrei-me do que escreveu a Ana de Amsterdam [Sansão(3)], mas o facto de a moça que me lavou o cabelo ter um ar de presidiária (quase) assustador, afastou irremediavelmente a possibilidade de encontrar «qualquer coisa de perverso, de libidinoso» nesse gesto. Tive pena. Ainda assim, a moça até era simpática e, apesar de praticamente não me dirigir a palavra, riu-se várias vezes quando a colega falou do seu gato obeso enquanto arranjava as unhas dos pés à pseudo-tia de Corroios, que por ali se alongava.
O corte não ficou mal, ainda que a minha filha não tenha gostado. Disse-me mesmo que eu não devia ter ido cortar o cabelo(!). Mas acho que era já o sono a falar, pois adormeceu logo a seguir.
Amanhã volto a perguntar-lhe. Estou preocupado.

Lupe

(Série Criative-se)

. Batôn de Lupe
. Vestido de Lupe
. Tom de Voz

Lupe era uma mulher que gostava de cuidar de si. Usava sempre um batôn vermelho forte, que lhe ficava bem e que lhe embelezava o rosto queimado pelo Sol.
O gosto de Lupe era sui generis, no que dizia respeito à sua roupa e, em particular, aos seus vestidos. O seu vestido favorito era colorido, estampado com cornucópias, comprido e esvoaçante. Nenhuma vizinha se vestia como Lupe e nenhuma tinha coragem de lhe criticar ou imitar o estilo.
Lupe tinha ainda um tom de voz muito particular e que parecia quase desajustado numa pessoa da sua classe social. Parecia uma senhora de alta sociedade, mas assentava-lhe bem, apesar da sua humilde condição.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Pepe

(Série Criative-se)

. Camisa de Pepe

. Casa de Pepe
. Almoço preferido de Pepe

Debaixo de um sol abrasador, a camisa de Pepe colava-se-lhe ao corpo. Era velha, áspera e com imensos buracos, mas era a sua preferida e usava-a dias e dias seguidos, até que a sua esposa, Lupe, o obrigava a despi-la para que a pudesse lavar. Por vezes, Pepe ficava em tronco nu, enquanto a sua mulher lavava a camisa e enquanto esta secava. Muitas vezes vestia-a ainda molhada.
A casa de Pepe era pequena e estava em mau-estado. Mas Pepe cuidava atentamente para que se mantivesse confortável e, com o toque feminino de Lupe, esta era até bastante acolhedora. As paredes eram de pedra bruta e soltavam muito pó e Pepe queria revesti-las de barro, mas Lupe gostava daquele aspecto bruto, tosco, como o seu homem.
A comida preferida de Pepe era feijão com arroz. Herdara de seu pai este gosto; seu pai era brasileiro e um dia deixou o seu país em direcção aos Estados Unidos, mas apaixonou-se pelo México e aí se deixou ficar.

domingo, 4 de novembro de 2007

Criative-se

Estou a usar o manual de escrita critativa Creative-se da Companhia do Eu, composto pelo Pedro Sena-Lino, cuja capa e composição gráfica esteve a cargo das Manitas de Plata, duo de que conheço metade dos elementos, i.e., o meu Amigo Pedro Vieira, que teve a bondade de me oferecer o exemplar a que agora chamo de "meu".
Este intróito para dizer que vou passar a colocar aqui uns posts com os textos que têm vindo a lume, derivados do exercícios propostos no livro e, por isso, peço desculpa.
Peço desculpa pois os textos vão ser, naturalmente, muito fraquinhos. E penso que é suposto serem fraquinhos. Espero mesmo que sejam fraquinhos ou que eu os considere, daqui a alguns dias, meses, vá, anos, muito fraquinhos e que possa rir a bandeiras despregadas dos mesmos.
Será um sinal de que houve evolução!

sábado, 3 de novembro de 2007

Extremos

Muitas vezes se diz que os extremos se tocam.
Por exemplo, o tudo está muitas vezes perto do nada.
Observo conversas de café em que se fala sobre tudo e mais alguma coisa. Mas o que de significativo foi dito? Nada.

A imensidão da blogosfera ou um Post em jeito de cumprimento

Eu que até trato o Zé Mário Silva por tu e não sabia...
Então a Margarida como está? E as crianças estão boas?
Passem lá na loja quando quiserem!
Um abraço.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Forrageou ou não?

Primeira frase do romance Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez:
«Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que o seu pai o levou para conhecer o gelo.»

Primeira frase do romance Rio das Flores, de Miguel Sousa Tavares:

«Diogo Ascêncio Cortes Ribera Flores – conforme constava do seu registo de baptismo – tinha quinze anos de idade quando o pai o levou pela primeira vez a ver uma tourada.»
Também se faz a mesma pergunta aqui e a devida vénia a José Mário Silva.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

A corrente do «bucolismo radical»

O George Steiner, no seu ensaio O Silêncio dos Livros, tem uma definição para uma corrente contestatária que entende que «a árvore do pensamento e do estudo será eternamente cinzenta, ao passo que a da vida em acção, a da vida-força, da pulsão vital, essa é verde». Estas palavras de Goethe servem para Steiner definir os «bucólicos radicais».

Assim, anuncio aqui, com toda a pompa e circunstância, que sou um bucólico radical de gema e, curiosamente, ainda este fim-de-semana estive nessa bela localidade do Luso e passeie-me radical e alegremente pela Mata do Bussaco.

De uma forma absolutamente radical, passeei pelos trilhos antigos, marcados pelos monges Carmelitas Descalços em tempos idos, apreciei o Palace, arquitectado por Manini, e apreciei sobremaneira a companhia de Amigos verdadeiros, que me brindaram com a sua boa disposição e saberes múltiplos. Absolutamente bucólico e radical e, ainda, muitíssimo enriquecedor.

E tudo isto para dizer que, por esta razão, não pude responder de imediato ao desafio do Sérgio, para abrir o livro que estivesse mais à mão e transcrever a 5ª frase completa da página 161, o que farei de imediato.

«Que outros motivos trariam alli um dos mais ilustres cavalleiros da linhagem do implacável e manhoso aio de Affonso Henriques?»

Uma frase retirada de O Bobo de A. Herculano, 14ª Edição, parceria da Livraria Bertrand (Lisboa) / Livraria Francisco Alves (Rio de Janeiro), sem data (mas provavelmente de meados de 40), adquirida na livraria do Amigo José Raposo Nunes, em Setúbal.

Estendo o desafio, como deve ser feito, ao Pedro Vieira, ao José Galambas, ao Francisco Canelas, ao Diogo e à Gata.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Amor de Avó

(ouvido de passagem, no local de trabalho)

... e a minha netinha disse-me: «oh avó, vai lá à livraria comprar-me um livro sobre violência doméstica» - e eu vim.

Isto é verdadeiro Amor de Avó ou então medo de levar uma tareia...

Camiño Portugues

De 2004 a 2006 fiz o Camiño Portugues rumo a Santiago, por 3 vezes - uma vez por ano.
Em 2006, quando o fiz pela terceira vez, disse que não o voltaria a fazer, que 3 vezes chegavam.
Assim, este ano não o fiz.
...
Senti falta.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Pai Natal

- Acreditas no Pai Natal? - pergunta o pai.
- Acredito, se ele trouxer prendas. - responde a filha.

sábado, 20 de outubro de 2007

Sentido de Humor apurado

Finalmente estou a tornar-me um escritor.

Miguel Sousa Tavares in Única (Expresso)

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Encontro Insólito

Conhecer alguém na casa de banho do Padrão dos Descobrimentos pode mudar o rumo de uma vida (ou de várias).

Foi há 9 anos.

Mudar o nome à coisa

Nunca morreu ninguém no Poço da Morte.

Sr. Henrique, ontem na Sic Notícias

Azul Profundo

Azul Profundo como é o do Mar imenso ou o do Céu no ocaso.

Um azul insinuante de mistério, insondado, desconhecido. Oculta e revela, cala e anuncia, encobre e desvela ao mesmo tempo. Paradoxal, contraditório.

Azul pacífico, contemplativo, mas também prazenteiro, jovial e guerreiro destemido.

Azul forte, decidido, paradigmático e, ainda assim, titubeante, confuso e nebuloso. Paradoxal, contraditório.

Assim é este Azul Profundo (assim é o Homem).

 
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